O que vocês acham do "politicamente correto"?

Sou cliente do Nubank desde o seu lançamento, porém somente nesta semana acabei me cadastrando como usuário da NuCommunity. Sou da área de TI, e a cada novo produto/concorrente, corro para conhecer e experimentar a plataforma e seus serviços.

De uns tempos para cá, noto que o Nubank sempre faz questão de ter uma postura “politicamente correta”; como uma empresa privada, acredito que o Nubank tem todo o direito de definir seus valores e ações de acordo com o que o seu fundador (e investidores) acreditam ser o melhor para a empresa e para a comunidade em geral, mas como cliente e usuário também tenho o direito de pensar diferente.

Recentemente abri uma conta do Nubank para minha mãe (que tem seus 76 anos de idade), e me deparei com uma situação engraçada: ela recebeu um e-mail com um “bem-vinde” (neolinguagem) no assunto do e-mail, e me comentou: “Olha, escreveram errado o e-mail de boas vindas para mim!”, kkk e lá fui eu explicar pra ela que a escrita foi proposital (e qual a intenção disso). Foi inevitável mostrar um vídeo que ficou em evidência recentemente, onde é impossível não nos lembrarmos do inesquecível Mussum (saudoso Antônio Carlos Bernardes Gomes), kkk

Acredito realmente que qualquer tipo de preconceito não nos leva à lugar algum, e grande parte das ações do Nubank nesse sentido são positivas, porém outras acabam soando “forçadas” ou “apelativas” demais (e a mensagem pode acabar tendo um efeito contrário ao desejado).

Acho brilhante uma empresa se posicionar da forma como o Nubank faz (isso sem falar na qualidade e no nível de atendimento que presta à seus clientes: motivo pelo qual penso em ser cliente do Nubank por muitos anos), mas por diversidade entendo que todos devem ser abrangidos (pois acredito que a idéia do Nubank é de ser um banco para todos, e não apenas das “minorias”).

Como havia dito no começo da mensagem, sou novo aqui na NuCommunity, e a intenção foi só expor um contraponto ao que tenho visto/sentido, e não para criar atritos: pois se realmente a NuCommunity respeita realmente a diversidade, temos que respeitar opiniões e posicionamentos diferentes dos nossos.

Abraço à todos.

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Concordo, sem contar que pronome neutro/neolinguagem é horroroso e agride a beleza da nossa língua já tão maculada por uma educação falha.

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Como leigo no assunto eu sinceramente não vejo problemas, afinal a língua é viva, é dinâmica, possuí dialetos e variações, acho que tudo é uma questão de adaptação, muitas vezes a língua se adapta à nós e outras nós à ela.

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Eu concordo. Não sou adepto do pronome neutro, visto a ferida, e a dificuldade como o nosso português que já é extremamente denegrido em questões formais e que geraria uma dificuldade maior no aprendizado e em explicações.

Sou a favor de algumas termos e linguajares descolados e termos ditos informais. Mas respeitando algumas precedências da escrita. Acho que inventar um novo dialeto que até o momento soa em tom estranho e influencia até no aprendizado de novas gerações em uma escrita fluente não melhora em nada o assunto de discussão e tratamento nas questões de diferenças de gêneros.

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Eu também ainda não tenho uma opinião 100% formada sobre essa questão do pronome neutro. Mas sei que nossa língua está em constante adaptação e costuma se adequar conforme o tempo vai passando.

Talvez antigamente tenham achado esquisito a transição de pharmacia para farmácia, mas hoje essa grafia é normal. Quem sabe como será essa questão do pronome?

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Quando é para facilitar a grafia, “padronizar” e melhorar a comunicação entre países falantes de Português, até concordo, como já ocorreu na Nova Reforma Ortográfica de 2010. Ajudou a popularizar e facilitar a gramática da língua, se tornando a 6ª língua mais falada do globo e o 4º idioma mais conhecido.

Agora o pronome neutro, (que acredito que não vá vingar, ainda bem) vai contra a tudo isso e seu intuito é apenas ideológico. Já existe uma saída caso as pessoas se sintam incomodadas com classificação de gênero, apenas usar “aquela/essa pessoa”.

Nem tudo que é moderno, inovador e que gera mudanças significa que é bom. Há um discurso sendo difundido em que querem criar banheiros unissex nas escolas e ambientes públicos, a questão nem é política e ideológica, mas sim moral. A nossa geração não vai se adequar a isso, me preocupo com as próximas e apesar de não ser pai ainda, não concordo com essas mudanças e os impactos que poderão causar. Porém, vai de cada um e esta é apenas minha opinião, não sou dono da verdade absoluta, apenas quis deixar a reflexão.

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Sobre banheiros eu como pai (de menina) te digo que isso aqui me incomoda muito mais do que um banheiro unissex:
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Mas acho o debate muito válido, para ambas as questões, língua e banheiros. :sweat_smile:

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Pessoalmente nunca vi um fraldário junto com banheiro, mas por aí deve sim existir, o ideal é que fraldários sejam separados de banheiros e devem permitir a entrada tanto de pais como mães. Nesta questão o erro é do estabelecimento.

Envolve o extermínio de gêneros, masculino e feminino não vão mais existir, pois não haverá distinção. Então faz sentido incluir no debate. :wink:

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Sério? Todos os que vi até hoje eram junto com o banheiro, e vinham acompanhados dessa plaquinha aí, pra quem for pai solo ou mesmo estiver sozinho com filhos em um shopping por exemplo fica uma situação bem complicada, quem já passou por isso sabe.

Penso que não é apenas do estabelecimento, nós como sociedade agimos dessa forma, até pouco tempo atrás era “normal” o trocador estar atrelado as mulheres, hoje não mais, porém mesmo não sendo o correto ainda é o que mais vemos, passei a primeira infância inteira da minha filha sentindo na pele isso, foram muitas trocas de fralda no carro, em lojas e até no banheiro masculino.

A nossa língua muda, a sociedade muda, nós mudamos, acho tudo isso muito válido, desde que a mudança seja pautada no debate e tendo em vista nossa evolução como pessoas e consequentemente como sociedade.

Concordo, não falei que não fazia sentido, muito pelo contrário, disse que achava o debate válido, se pareci irônico ou qualquer outra coisa na minha colocação me desculpe, não foi a intenção. :wink:

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Sim, concordo, existe uma falta de “acessibilidade” para os pais e um certo machismo em designar apenas mulheres como responsáveis por essa função (no final das contas sabemos que a maioria dos homens realmente deixam para suas mulheres fazerem isso por elas terem maior habilidade, porém, não é responsabilidade apenas da mãe, o pai também deve cooperar em tudo).

Entendo e dou razão ao seu incomodo como pai de uma pequena e isso deve ser mudado. Eu francamente, nunca vi por onde passei, primeiramente por que é raro ter fraldários hoje em dia, infelizmente, porém nos shoppings e alguns restaurantes que frequentava antes da pandemia, havia um local exclusivo para tal.

Exatamente, e como humanos falhos, nem sempre as mudanças vem para o bem, mesmo que sejam votadas para beneficiar maiorias ou minorias. Concordo com seu apontamento, que as mudanças venham para somar, melhorar e unificar as pessoas.

Pareceu um pouco, mas tudo bem. :joy: Nem esquenta, precisa se desculpar não. Eu sei que você não é desse tipo de pessoa que gosta de afrontar. É muito importante esse diálogo, mesmo que não concorde comigo, não quer dizer que precisamos nos odiar, antes de certo ou errado, vem o respeito. Obrigado pela conversa! :relieved: :+1:t2:

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Pois é. Ainda não sei até onde isso vai e se vai vingar. Como amante da escrita e do nosso português, também acho complicado a grafia e a pronúncia. Mas concordo que há outras questões nisso, até mais profundas do que o pronome neutro em si. Espero que isso culmine na melhor solução possível.

Volta e meia eu passo por isso. Nos lugares em que eu e minha esposa levamos nosso filho, em alguns não há trocador. Em outros até tem, mas são minúsculos. E em outros o trocador é dentro do banheiro feminino, aí eu não posso entrar! :man_facepalming:

Por sorte isso está mudando e em shoppings mais modernos a gente não passa esse perrengue. Isso mostra que a nossa sociedade esta evoluindo e parando com esse machismo de atribuir o papel da criação dos filhos somente à mãe.

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