No dia 24 de fevereiro, a Zona da Mata Mineira acordou com uma tragédia.
Fortes chuvas atingiram a região, causando deslizamentos, enchentes, mortes e pessoas desaparecidas.
Segundo boletins divulgados pelas autoridades e amplamente noticiado pela imprensa, as chuvas deixaram dezenas de vítimas fatais, pessoas desaparecidas e milhares de desalojados na Zona da Mata Mineira.
Juiz de Fora registrou o maior número de vítimas.
Ubá, por sua vez, foi profundamente impactada na infraestrutura: o centro da cidade ficou devastado, cinco pontes caíram e seis foram interditadas. Em muitos momentos, o cenário parecia de guerra.
Sou voluntário há muitos anos, e mais uma vez, não poderia ser diferente, o Conselho de Segurança Pública e Integração Social (CONSEPIS), do qual faço parte, abraçou a causa. Nos reunimos com as forças de segurança e com a Câmara Municipal para organizar uma grande mobilização solidária.
Arrecadamos alimentos, ração animal, material de limpeza, roupas, colchões e muito mais. No sábado, fomos para a praça arrecadar e também realizamos um drive-thru solidário.
Com a ajuda de tantas mãos generosas, conseguimos mobilizar:
• 3 caminhões
• 4 caminhonetes
• 1 carretinha
• Mais de 4 toneladas de doações
Ver cada pessoa chegando para ajudar encheu o coração. Ali, mais uma vez, ficou claro: a união faz a força.
No domingo (01/03/2026), fui até Ubá para descarregar os caminhões e realizar a distribuição dos donativos, no caminho, era emocionante ver outros caminhões e carros carregados de doações seguindo na mesma direção.
Eu já imaginava que seria forte, mas foi ainda mais impactante.
Ver de perto a destruição, casas atingidas e ruas marcadas pela força da água… é impossível não se abalar.
E, ao mesmo tempo, é impossível não se emocionar com a solidariedade, no fim, fica a certeza de que o trabalho comunitário transforma realidades.
Quando cada um faz a sua parte, o impossível começa a se tornar reconstrução. O cansaço vira detalhe quando sabemos que estamos ajudando alguém a recomeçar.
Se você puder ajudar, que seja com orações ou contribuindo por canais oficiais.
Toda ajuda faz diferença.
No meio da dor, descobrimos que a maior força da nossa terra não está nas pontes… está nas pessoas.