Ah, bons tempos! Horas na bibliotecas, mergulhado no pouco que sobrou das enciclopédias físicas e disputando vagas pra “mexer” no computador. Uns iam para maratonar CS (versão Counter-Strike), outros para enviar mensagens (via MSN) e por fim a pesquisa escolar, após o bom humor da maquina (ou PC - computador), entre querer ligar até conectar à internet.
E as pesquisas?
As fontes eram Blogspot, Mundo Escola e livros físicos da era da dinastia Silvio Santos… um caos, onde cada página contava uma história, além de conter um esqueleto de insetos que tiveram o seu fim, drasticamente.
A missão era clara: ser reconhecido pela professora pelo melhor trabalho da turma. Mas, claro, sempre tinha um obstáculo no final: a busca imperfeita por referências bibliográficas (ou ”fontes bibliográficas”). E o pesadelo escolar tinha nome: “Wikipedia, jamais!”.
E o resultado das Pesquisas?
Bom, o final era sempre o melhor, assim como as 99% pesquisas feitas e com as melhores justificativas já realizadas. Eis, que surge, no horizonte, lá do alto da colina, o filho de uma mãe com os seguintes dizeres:
“Tia(o), eu não pesquisei no Wikipedia! Meu pai/avô me mostrou um livro pesado que tinha de tudo lá — a enciclopédia física (Barsa)”
Poiseh!!! Aquilo que era para ser a realização de um final feliz, acabou sendo o início de uma nova missão feita no papel almaço e no mínimo 03 páginas de pura pesquisa e a caça ao tesouro por um bom amigo “enciclopedista”.
Aii… Gerações mais novas — O “livro pesado” (físico) era o nosso Google raiz de hoje.
Olha só… não é que o jogo virou? Sou o “tio” que indica o Google — porque a criançada nem sabe o que é “navegador”. Imagina, explicar que era“…no Explorer que se fazia pesquisas.”
E assim foice (sim, foice mesmo, porque ceifou uma era inteira).
Um tempo de aventuras, travessuras, bullying e com alguns socos na cara (de leve
) para aprender. Mas calma: vai chegar o dia em que vamos contar pros netos que, lá por 2000-e-alguma-coisa, usávamos o Wikipedia.
Apresento a vocês o Grokipedia — a versão repaginada da enciclopédia mais famosa do mundo, agora turbinada pela IA Grok, do Elon Musk.
Com uma conta Google, X (Twitter) ou e-mail, você já pode acessar o site e pesquisar sobre qualquer assunto. Visualmente mais moderna e intuitiva, a Grokipedia funciona quase igual ao antigo Wikipedia, mas com um “toque de inteligência” — literalmente.
A própria Grok (a IA) é quem alimenta e cruza as informações, coletando dados de várias fontes, incluindo o próprio Wikipedia. Segundo Elon Musk, a plataforma será “a mais verdadeira possível, mas com falhas — como qualquer outro motor de busca.”