Já ouviu falar em "Open Banking"?

*Se você acompanha um pouquinho as telinhas ou as páginas de jornal, deve ter visto que tem um assunto que está na boca do mercado: o open banking. *

Calma que eu te explico! O open banking vai definir onde e como você administra seu dinheiro. É uma regulamentação - ainda sendo discutida - que permitirá que as instituições financeiras acessem seus dados do banco, desde que você autorize, claro. O que isso muda o seu dia a dia na prática:
# 1 Tudo num só lugar
*Se você tem conta em dois bancos, um cartão de crédito roxinho, um investimento numa corretora e um empréstimo online, hoje precisa acessar várias plataformas pra checar seu dinheiro. *

Com o open banking vai poder escolher administrar tudo no aplicativo ou site de alguma dessas empresas. Bem mais fácil, né?
# 2 Produtos mais adequados
Como a empresa vai te conhecer mais, ela pode oferecer produtos melhores pro seu bolso. Ou seja, um investimento que esteja mais adequado ao seu perfil ou mesmo um empréstimo mais barato.
*# 3 Resolveu investir? *
Não precisa mais entrar no app do banco pra transferir seu dinheiro pra corretora e depois trocar de plataforma pra escolher a aplicação. No limite, o open banking pode permitir que numa só plataforma você autorize a transferência e investimento.
*Já existem alguns app que fazem isso, mas usando uma tecnologia própria, que só o app tem. No open banking, o modelo segue o compartilhamento de outros tipos de tecnologias, que torna o processo mais rápido e simples. *

E você vai ouvir falar muito disso porque o Banco Central - órgão que regula tudo e todos do mercado financeiro brasileiro - definirá até o fim do ano um modelo geral para o funcionamento do open banking no país. Isso tudo só deve ser implementado no ano que vem.

Fonte: e-mail que recebi do Guia Bolso

Será que teremos isso dentro do app NuBank?

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Olá @neivaadeambrosio, a Nubnak é a favor dessa ideia. Inclusive ela tem uma matéria falando sobre em seu BLOG!

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Legal
Não tinha ouvido falar
Na teoria parece ótimo
O quê me preocupa é como várias instituições vão administrar esse serviço e se a cobrança por isso será compartilhada por eles?

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Não tinha ouvido falar :grin: Obrigado por compartilhar

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Não conhecia, amei a ideia de você conseguir levar todo seu histórico para outro banco e assim não começar do zero.

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Opa! Vou dar uma lida. Obrigada!

Pelo que entendi, vai ser tipo o que o Guia Bolso já faz…

Open Banking

O Banco Central (BC) divulgou as principais diretrizes para o funcionamento do Open Banking (Sistema Financeiro Aberto) no Brasil. Ao longo do segundo semestre, serão colocadas em consulta pública as propostas de regulamentação. O BC espera que o modelo seja implementado a partir do segundo semestre de 2020.

O Open Banking parte do princípio de que os dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições financeiras. Dessa forma, a partir da autorização de cada correntista, as instituições financeiras passam a compartilhar dados, produtos e serviços com outras instituições, por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de sistemas de informação, de forma segura, ágil e conveniente. Será possível, por exemplo, que um cliente acesse e movimente suas contas bancárias a partir de diferentes plataformas e não apenas pelo aplicativo ou site do banco.

“Nosso objetivo é aumentar a eficiência no mercado de crédito e de pagamentos no Brasil, com a promoção de ambiente de negócio mais inclusivo e competitivo, preservando a segurança do sistema financeiro e a proteção dos consumidores”, afirma o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso.

A publicação das diretrizes é o ponto de partida do processo de regulamentação. O BC considera que, como a implantação do modelo é um projeto de longo prazo, que demanda desenvolvimento tecnológico por parte das instituições envolvidas, é necessário estabelecer os requisitos fundamentais para a implementação antes de avançar na regulamentação.

Confira em entrevista com o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, João André Pereira, o que é Open Banking, os detalhes da consulta pública sobre o assunto e os benefícios que a novidade trará para o sistema financeiro.

Os requisitos estabelecidos pelo Banco Central indicam que deverão ser compartilhadas, inicialmente, as seguintes informações e serviços:

I - produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes (localização de pontos de atendimento, características de produtos, termos e condições contratuais e custos financeiros, entre outros);

II - dados cadastrais dos clientes (nome, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, filiação, endereço, entre outros);

III - dados transacionais dos clientes (dados relativos a contas de depósito, a operações de crédito, a demais produtos e serviços contratados pelos clientes, entre outros); e

IV - serviços de pagamento (inicialização de pagamento, transferências de fundos, pagamentos de produtos e serviços, entre outros).

Autorregulação
Parte da regulamentação do Open Banking será feita por atos normativos. Porém, também estão previstas iniciativas de autorregulação. Devem ficar com as próprias instituições participantes a padronização tecnológica e de procedimentos operacionais, os padrões e certificados de segurança e a implementação de interfaces, tudo em conformidade com a própria regulamentação.

Como funciona
Por meio do Open Banking , clientes bancários poderiam visualizar em um único aplicativo o extrato consolidado de todas as suas contas bancárias e investimentos. Também será possível, por este mesmo aplicativo, transferir recursos ou realizar pagamentos sem a necessidade de acessar diretamente o site ou aplicativo do banco.

Fonte: Banco Central

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Recebi também. Infelizmente hoje minha conta do Bradesco exige que sempre que haja atualização desse app eu digite a chave de segurança, só funciona mesmo com a minha NuConta.

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Gostei da ideia :wave: :wave: :wave: :wave:

Após Pix, BC inicia Open Banking nesta segunda-feira com promessa de vantagens aos clientes

Na primeira fase, bancos e fintechs concorrentes vão compartilhar dados públicos. Consumidor poderá comparar taxas entre instituições

Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, Brasília - DF Foto: Jorge William / Agência O Globo

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BRASÍLIA — O Banco Central começou a tirar do papel o Open Banking, sistema que, na prática, permitirá que clientes de bancos compartilhem dados para obter ofertas mais vantajosas de outras instituições.

A primeira fase, que entra em vigor nesta segunda-feira, consiste na autorização para que dados públicos, como condições de contratos e taxas de juros, sejam compartilhados

Ao longo do ano, mais três etapas serão cumpridas. A expectativa é que, a partir de agosto, já seja possível que entidades participantes ofereçam propostas a clientes de competidores, o que deve beneficiar consumidores.

Após o sucesso do Pix, o Open Banking é a próxima aposta na agenda de inovações do BC. O diretor de Regulação da autoridade monetária, Otávio Damaso, diz que o sistema de compartilhamento de dados é seguro.

O início do processo servirá como uma espécie de “teste”. A ideia do BC é preparar o terreno para uma série de medidas que prometem aumentar a competição e diminuir os juros no setor bancário.

No planejamento inicial, o programa começaria a ser implementado em 30 de novembro do ano passado. Mas, a pedido de algumas instituições financeiras que consideravam o prazo apertado, o [BC adiou para agora](https://oglobo.globo.com/ec

Na prática, entre outras alterações, o Open Banking deve ajudar o consumidor na tomada de empréstimo, quando estiver totalmente implantado.

Um exemplo: o cliente tem uma conta no banco X que oferece empréstimo com juros de 2% ao mês e 24 meses para pagar. Ele pode verificar se outra instituição tem condições melhores sem sair de casa.

Pelo aplicativo desse outro banco, o cliente permitiria o compartilhamento de seus dados, como o histórico de crédito e de pagamentos, a fim de receber uma oferta

O objetivo do BC é estimular a concorrência A expectativa é abrir espaço para inovações, com produtos mais diversificados e personalizados.

Produtos mais baratos

O compartilhamento de dados depende totalmente da decisão do cliente. Nenhuma instituição poderá visualizar essas informações sem o consentimento do consumidor.

Por enquanto, clientes não precisarão tomar nenhuma ação, já que só dados públicos serão compartilhados na primeira fase.

Mas Patrícia Thomazelli, sócia da Rennó Penteado Sampaio Advogados e especialista em direito bancário, avalia que consumidores já poderão se beneficiar:

— Se você, por exemplo, está na dúvida de onde contratar um crédito pessoal e quer saber quais são as maiores e menores taxas praticadas pelos cinco maiores bancos, ou pelas fintechs, será mais fácil comparar.

Quando for a hora de decidir sobre o compartilhamento, a especialista ressalta que a regulação do BC garante a segurança dos dados, mas recomenda atenção:

— O grande ponto para os clientes, antes de solicitar essa portabilidade de dados, é ter certeza de que tem uma relação de confiança com a empresa que vai recebê-los.

Outra mudança diz respeito à diferença de informações entre grandes bancos e fintechs, por exemplo. Os bancões lidam com um volume muito grande de dados por estarem há mais tempo no mercado e terem uma ampla base de clientes.

No Open Banking, eles serão obrigados a compartilhar informações dos clientes, caso haja autorização, com fintechs e outros bancos, que com isso poderão oferecer produtos melhores ou mais baratos.

Thiago Alvarez, fundador e diretor executivo do Guiabolso, faz parte do conselho deliberativo do BC para a implementação do Open Banking.

Segundo ele, a mudança é “gigante”, com mais facilidade para abrir contas, contratar produtos e obter taxas menores, com análise de risco personalizada:

— É igual à internet em 1993 ou 1994, quando começou a ir para o consumidor. Foi o momento que mudou o mundo? Não, o que vai mudando são as aplicações que você vai fazendo em cima. Aqui é a mesma coisa, não é da noite para o dia mudou tudo, mas vai mudar as possibilidades que você tem de construção.

Alvarez lembra que o próprio Guiabolso, que é um aplicativo que reúne e organiza as informações financeiras dos clientes, deve ser afetado pelo Open Banking.

'Arena de rouba-monte’

Carla Sarkis, gerente executiva de Negócios Digitais do Banco do Brasil, acredita que o Open Banking vai fazer as instituições financeiras brigarem por clientes

— Vai haver um bombardeio de “traga seu dado para eu comparar, deixa eu ver se te entrego alguma coisa melhor”. Será uma arena aberta de rouba-monte — diz, ressaltando que o novo sistema deve ainda estimular parcerias.

Guilherme Assis, diretor executivo da fintech de gestão de investimentos Gorila, ressalta que a mudança será estrutural, de longo prazo. Ele aponta como benefícios ao consumidor “maior competição, melhor experiência e melhores preços”.

Assis acredita que os brasileiros vão se adaptar rapidamente ao Open Banking, que pode ajudar a [expandir a base de pessoas

— Não acho que terá resistência. Do ponto de vista educacional, o aumento da competição vai estimular a educação do consumidor, porque a instituição que oferece o melhor produto e o melhor preço vai querer que o consumidor entenda como tomar a decisão para poder ir naquele produto que é melhor e

A segunda fase do Open Banking está marcada para julho. É quando as instituições poderão acessar informações de cadastro dos clientes, além de dados de transações e operações de crédito.

Na fase três, que deve começar em agosto, será disponibilizado o serviço de iniciação de pagamento entre instituições participantes. O cliente poderá movimentar a conta em uma instituição A por meio de um aplicativo da instituição B, por exemplo. Além disso, os participantes poderão encaminhar propostas de operações de crédito.

A ser implementada em dezembro de 2021, a quarta e última fase abrange os dados que poderão ser compartilhados para operações de câmbio, seguros, investimentos e previdência, por exemplo.