Drex e Nubank: entenda a participação do Nu nos testes

O Nubank foi selecionado pelo Banco Central e está participando dos testes do Drex para contribuir com o desenvolvimento de tecnologias que podem transformar a vida financeira das pessoas.

O Nubank nasceu para descomplicar o sistema financeiro e desafiar o status quo. Durante esses 10 anos de história, acompanhamos e contribuímos para a transformação digital de mais de 85 milhões de pessoas no Brasil, México e Colômbia, impactando diretamente a relação delas com o dinheiro. Seguindo esse propósito, o Nu foi selecionado pelo Banco Central para participar do projeto piloto do Drex, a nova moeda digital brasileira – anteriormente chamada de Real digital.

Em agosto de 2023, nossa infraestrutura já está conectada à rede blockchain escolhida pelo Bacen para as transações com o Drex. Na prática, isso permite que o Nubank comece a testar e simular transações com diferentes ativos tokenizados.

Ou seja, agora já temos a permissão para simular transações com representações digitais do real, depósitos e títulos públicos federais.

Segundo o Banco Central, nesta etapa serão avaliadas a privacidade e a programabilidade da Plataforma Drex, que é o ecossistema de tecnologia em que serão feitas as operações com a moeda digital emitida pelo BC.

Em outras palavras, neste primeiro momento a tecnologia da moeda digital está sendo avaliada em uma simulação do ambiente em que o Drex vai operar.

Abaixo, entenda o motivo do Nubank participar dos testes do Drex e como esse projeto piloto irá funcionar na prática.

Por que o Nubank está participando do projeto piloto do Drex?

Nosso objetivo é contribuir ativamente para o desenvolvimento do Drex, buscando um resultado que seja o melhor e mais completo possível para as pessoas.

O Nubank acredita no potencial da tecnologia blockchain para tornar diversos tipos de transferências mais simples, seguras e eficientes. A plataforma do Drex será um passo importante para que outros tipos de bens – como ativos financeiros, produtos de investimento e até veículos – tenham uma representação digital que irá reduzir os riscos de negociações.

Por isso, nossa participação envolve tanto discussões técnicas de funcionamento, com propostas de soluções para eventuais problemas na tecnologia, quanto a defesa das nossas opiniões a respeito de potenciais decisões e regulamentações do Drex.

O que se pode esperar do Drex?

Para ilustrar, pense na compra de um veículo usado. É comum que o comprador faça o pagamento antes que a documentação fique pronta. Usando a tecnologia do Drex, no futuro, será possível que as duas etapas da negociação, o pagamento e a transferência da documentação, ocorram de uma vez só.

E uma etapa só acontecerá se a outra der certo: por exemplo, se houver alguma pendência que impeça a transferência da documentação, como multas atrasadas, o pagamento não é concluído.

No projeto piloto, serão realizados testes com ativos financeiros para avaliar as bases dessa infraestrutura, começando com depósitos e títulos públicos federais. A partir dos resultados dos testes, será possível entender na prática como aproveitar os benefícios dessa tecnologia de forma segura para todas as pessoas envolvidas.

Como vão funcionar os testes do Drex no Nubank?

No projeto piloto, os testes vão começar com operações usando a moeda digital das instituições financeiras. Na sequência, entra a moeda digital oficial, que vai ser usada pelas pessoas – uma versão tokenizada do real, assim como será o Drex. E, por último, é a vez dos títulos públicos federais.

Em resumo, os primeiros testes começam com um só ativo, evoluindo para mais outros dois, até chegar nos testes finais para avaliar a programabilidade.

Para esse teste final, será utilizado um caso específico de contrato inteligente. A partir do método de liquidação chamado DvP (Delivery versus Payment traduzido livremente para o português como “entrega contra pagamento”), os testes vão simular a transferência de um título público federal entre clientes de instituições financeiras diferentes e todos os serviços que compõem essa transação.

O método de “entrega contra pagamento” nada mais é que o exemplo dado acima sobre a compra do carro usado. O título público federal equivale ao carro como o bem que está sendo entregue em troca do pagamento.

De acordo com o Banco Central, um exemplo de uso como esse permite uma avaliação mais focada na privacidade e programabilidade das funções, já que será feita a troca de informações entre os vários participantes. Ou seja, o título público federal é mais simples de ser representado na plataforma que um carro, mas é suficiente para avaliar a segurança da tecnologia.

Vale ressaltar que, nesta etapa, os clientes Nu não terão acesso e nem serão impactados com esses testes. Todos os testes serão feitos apenas entre as instituições financeiras e o Banco Central. A previsão é de que o Drex seja liberado ao público no final de 2024.

Fonte: Blog do Nu

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Bastante interessante.
Alguém sabe dizer se tem alguma previsão do governo usar o DREX? Sendo uma moeda associada à blockchain, poderia-se facilmente acompanhar para onde os recursos estão sendo alocados e garantir que, por exemplo, dinheiro destinado à saúde, seja alocado na saúde.

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ooohhhhh , muito curioso

bacana

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Boa matéria

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Interessante… o roxinho sempre à frente acompanhando as inovações tecnológicas. Valeu por compartilhar, @pedrodvargas! :handshake:

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Interessante, obrigado por trazer para nós!

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Nossa! Que bacana! É o nu fortalecendo laços e se tornando ainda mais gigante! Estou orgulhosa de fazer parte do nu,

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Essa matéria, demonstra a transparência do nu com seus clientes. Demonstrando que estamos alinhados num projeto de vida que não é da comunidade nu, mas de toda uma nação!

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Show!!!

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Que o Nubank possa olhar esta oportunidade para continuar agregando mais produtos e serviços inovadores NuFogueteNuFogueteNuFoguete

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Isso não é novidade, o Nu é o banco mais tecnológico do Brasil, seria um absurdo se ele ficasse de fora desses testes. Na verdade o BC tem muito o que aprender com o Nubank e não o contrário.

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