Ordem de resgate de depósitos

Fui fazer um PIX há pouco e reparei que o App “escolhe” resgatar o valor disponível na conta do depósito mais novo ao invés de resgatar do depósito mais antigo.

Por causa disso, houve incidência de IOF sobre o meu rendimento, sendo que se o sistema “escolhesse” o depósito mais antigo, eu nao teria que ter pago IOF nenhum, somente o IR.

Já notaram isso no aplicativo de vocês? Achei que isso só acontecia em casos onde o depósito tivesse ocorrido no mesmo dia, ou entao se nao houvesse rendimento para incidir IOF.

Oi, Fernando, joia?

Respondi essa questão por aqui. Vê se esclarece, por favor.

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Nos depósitos mais recentes, tanto IR quanto IOF tendem a zero, dessa forma, raramente o resgate sobre um depósito mais antigo será a melhor opção.

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Acho que entendi… Resumidamente a ideia é que pagar IOF+IR de um depósito mais novo gere proporcionalmente menos impostos do que pagar só o IR de um depósito antigo, mesmo com a isençao de IOF, certo? Se for assim, parece realmente ser mais vantajoso, no curto prazo.

A dúvida que eu fico é em relação ao longo prazo…

Como foi utilizado um depósito mais novo (e no meu caso, de um valor bem maior que o depósito antigo), o rendimento bruto futuro que eu teria nesse depósito de valor maior foi “cortado” para que eu pagasse alguns centavos a menos de imposto no tempo presente.

Apesar de pagar menos impostos proporcionais no curto prazo, no longo prazo já não tenho tanta certeza se realmente vale a pena ser resgatado um depósito mais novo.

No app é possivel verificar em cada saque parcial (do mesmo depósito) qual a quantia referentes aos impostos cobrados?

Exemplo: num depósito de alto valor, se eu faço uns 3 ou 4 saques parciais eu já não saberia dizer quanto eu paguei de impostos em cada saque, vejo que no app é demonstrado apenas os valores totais.

Sim, no curto prazo realmente é vantajoso, entendo e concordo. Só não tenho certeza se isso é vantajoso no longo prazo, pois no meu caso, o depósito mais recente é num valor bem maior que o antigo, então os rendimentos futuros que eu teria nesse depósito mais novo de valor maior foram “cortados” para que eu pagasse alguns centavos a menos de imposto no tempo presente.

O valor do depósito não é relevante, pois a cobrança é proporcional ao resgate.

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É questão de ponto de vista @LuckPass … a minha dúvida é relacionada ao custo de oportunidade… E isso envolve cálculo de valor futuro em relação ao que eu deixei de render no futuro para pagar centavos de impostos a menos em valor presente. Nesse caso o valor é necessariamente relevante sim.

Quando eu puder vou buscar calcular tudo isso, pois embora eu tenha economizado alguns centavos de impostos em valor presente, considerando os valores futuros e custo de oportunidade, talvez não seja vantajoso no longo prazo

Quando eu puder eu trago os cálculos aqui.

Não é ponto de vista, mas aritmética básica.
O que importa para a evolução do capital é o montante.
Nenhum cálculo te trará um resultado diferente.

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Poxa @LuckPass , você simplesmente ignorou o que eu respeitosamente disse no tópico. Seu erro aqui está sendo analisar isso somente no curto prazo, ignorando completamente outros fatores da própria “aritmética básica” que você mesmo levantou. Mas tudo bem, vou tentar fazer você visualizar o que estou tentando educadamente dizer através de cálculo, utilizando os valores concretos do meu caso específico. Primeiro, os dados:

Selic: 9,25% a.a.;
CDI: 9,15% a.a.;
Rendimento: 100% do CDI;
Depósito mais antigo: R$ 1.271,20;
Depósito mais novo: R$ 3.611,64;
Valor do resgate: R$ 992,43;

Ao contrário do que você afirmou, o fator determinante para a evolução do capital é tempo, e não o montante, pois estamos falando de capitalização composta, isto é, capitalização com juros compostos, e não juros simples. No cálculo, vou adotar que os valores rendam por 1 mês apenas, portanto, caracteriza-se como investimento de “curtíssimo prazo”, pois é menor que 6 meses.

O valor de R$ 1.271,20, em 1 mês, fica assim:

Saldo bruto: R$ 1.280,51;
IR: R$ 2,09;
Saldo líquido: R$ 1.278,42;
Rendimento líquido: R$ 7,22;

Já o valor de R$ 3.611,64, em 1 mês, fica assim:

Saldo bruto: R$ 3.638,09;
IR: R$ 5,95;
Saldo líquido: R$ 3.632,14;
Rendimento líquido: R$ 20,50;

Como após o 1° mês já não há mais a cobrança de IOF, é possível calcular com mais precisão ainda qual o rendimento diário do valor aplicado, seja em valor líquido, seja percentual. Então, fica assim:

Rendimento líquido / valor aplicado = percentual de rendimento líquido mensal;
ou seja;
20,50 / 3611,64 ≅ 0,56 % a.m.

A partir daí, é só dividir por 30 para achar o rendimento líquido diário:
0,56% / 30 ≅ 0,0189% a.d.

Pois bem, com o rendimento diário já calculado (isento de IOF, é claro), basta aplicá-lo ao montante do depósito mais novo (capital inicial + juros do período) após o primeiro mês. Fica assim:

Montante * percentual de rendimento diário = rendimento líquido diário;
ou seja:
3.632,14 * 0,0189% ≅ R$ 0,69

Com isso, achamos qual o valor diário de rendimento que eu receberia caso o depósito mais novo pudesse ter sido deixado render pelo sistema do app do Nubank, que no meu caso é de R$ 0,69 por dia. Mas como o sistema do Nubank é parametrizado para resgatar o depósito que, no curto prazo, gere menos impostos, o sistema escolheu resgatar justamente este depósito mais novo, em que eu teria este rendimento líquido diário de R$ 0,69.

Mas agora, é hora de comparar o que importa afinal: a diferença de como seria o resgate entre o depósito mais antigo e o depósito que gerou proporcionalmente menos impostos.

Caso o sistema do Nubank tivesse resgatado o meu depósito mais antigo para efetuar o PIX, isto é, o depósito no valor inicial de R$ 1.271,20, eu teria pago aproximadamente R$ 1,53 de IR (isento de IOF), proporcional aos R$ 992,43 que foram resgatados. Tudo isso assumindo que o recolhimento de IR seja proporcional ao valor do resgate, é claro.

Entretanto, o sistema do Nubank resgatou os R$ 992,43 do meu depósito mais novo, ou seja, o depósito de valor inicial de R$ 3.611,64. Neste resgate, o IOF cobrado foi de R$ 1,20, e o IR foi de R$ 0,02, resultando no total de R$ 1,22 de impostos.

A diferença do resgate de R$ 992,43 entre estes dois depósitos, portanto, é de R$ 0,31. Isso significa dizer que, no curto prazo, o sistema do Nubank efetivamente fez eu pagar 31 centavos a menos de impostos. E isso já tinha ficado muito bem explicado pelo @OttoS , que por sinal, me respondeu com educação e paciência, sem qualquer ignorância em relação ao que digitei aqui neste tópico.

Entretanto, como eu respeitosamente disse desde a minha segunda postagem neste tópico, minha preocupação era em relação ao longo prazo que essa “escolha” do sistema do Nubank acarretaria na evolução do montante deste depósito mais novo ao escolher justamente esse depósito para efetuar o resgate e o referido PIX.

E neste sentido, conforme eu tinha falado, vou demonstrar o porquê que essa escolha é boa em curto prazo, mas não no longo prazo:

O resgate do valor de R$ 992,43 foi efetivamente debitado do montante de R$ 3.611,64 (capital inicial + juros - IOF - IR) referente ao meu depósito mais novo. Portanto, o valor remanescente é de R$ 2.619,25. Sendo assim, meus rendimentos neste depósito não serão mais de R$ 0,69 conforme eu demonstrei acima. Agora, os meus rendimentos neste depósito mais novo serão de R$ 0,49. Fica assim:

2.619,25 * 0,0189% a.d. ≅ R$ 0,49

Portanto, acabei de demonstrar o “resultado diferente” que você disse que nenhum cálculo trará.

Como eu tenho o hábito de ficar argumentando e muitas vezes acabo me alongando demais nas minhas ideias, vamos trocar em miúdos:

NO CURTO PRAZO:
O sistema do Nubank efetivamente fez eu recolher “incríveis” 31 centavos a menos de impostos ao debitar o PIX do meu depósito mais novo, não há como negar isso, e eu já tinha entendido e concordado com isso com a postagem do @OttoS e também com uma das suas primeiras postagens @LuckPass :

Mas…

NO LONGO PRAZO:
Esta mesma escolha do Nubank fez meus rendimentos deste depósito mais novo diminuírem R$ 0,20 ao dia, sendo que esses 31 centavos que economizei em impostos, eu poderia ter rendido 40 centavos em dois dias caso o débito tivesse sido no depósito mais antigo.

Agora, qual o reflexo disso no âmbito dos negócios financeiros? Para o Nubank, financeiramente falando, é ótimo debitar do depósito que gere menos impostos, pois isso reflete em proporcionalmente menos rendimentos pagos ao cliente no futuro, como demonstrei aqui, mas com um plus muito importante: o cliente fica satisfeito no curto prazo pois efetivamente pagou alguns trocados a menos de impostos, não tem como negar isso. E como a grande maioria não vai atrás de fazer as contas referentes aos valores futuros da “aritmética básica” que você falou, ficam satisfeitos ao pagarem centavos a menos de impostos, mas com este custo de oportunidade oculto e embutido que poucos analisam. A essa grande parcela de clientes dentro dos mais de 48 milhões, tenho certeza que o Nubank agradece. Temos que admitir que o marketing é muito bom mesmo.

Um exemplo bem bobo seria uma pessoa (que já tem o dinheiro disponível) escolher entre comprar um produto a vista por PIX de R$ 10.000,00 ou então em 1 vez no cartão por R$ 10.050,00. Tenho certeza que a grande maioria das pessoas escolheria pagar a vista por PIX. Mas para os poucos que escolhem pagar no cartão, o rendimento líquido (livre de impostos) é de R$ 56,75. Descontados os 50 reais, resta um lucro de R$ 6,75. E nem vou levar em consideração o cashback ou pontuação que o cartão possa oferecer em cima deste valor de exemplo. Estes R$ 6,75, que nem todos enxergam, podemos caracterizar como custo de oportunidade, pois o princípio é o mesmo.

E não me entenda mal, abri este tópico apenas para tirar uma dúvida simples e não ficar criticando ou sendo desrespeitoso com ninguém. Todos estes cálculos que demonstrei aqui fiz para tirar a minha própria dúvida em relação ao longo prazo, pois no curto prazo o @OttoS já tinha me esclarecido muito bem. E neste sentido, também não tenho a intenção de reclamar sobre tal escolha por parte do Nubank, pois trata-se de estratégia de negócios, e é prática comum no mercado financeiro. De alguma forma as instituições precisam lucrar, afinal.

De qualquer forma, espero que tenha entendido @LuckPass , que nem sempre a melhor opção pra hoje será também a melhor opção para o amanhã, e que nem sempre as coisas que você acha melhor para você sejam também as melhores para as outras pessoas. Eu não sou “dono da razão”, assim como você também não é.

No uso da sua “aritmética básica”, sugiro respeitosamente que procure levar em consideração também os valores futuros em seus cálculos, bem como os custos de oportunidade ocultos. Tenho certeza que os engenheiros e especialistas do Nubank levam esses cálculos muito mais a sério do que eu, inclusive, pois, mesmo que de forma indireta e oculta, o uso de tais cálculos podem ajudar uma instituição a gerar receitas e/ou economizar nas despesas.

Fala, @Fernando_Figueired0 ! Que textão, hein? :sweat_smile:

Não entendi 100% dos seus cálculos, mas tudo bem, vamos considerar que estejam completamente corretos…

Ainda assim, considerando a natureza da aplicação não seria melhor da forma como está?

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A longo prazo é irrelevante, pois não muda o rendimento. A melhor estratégia é pagar o menor valor possível de impostos. Se ocorreu cobrança de IOF, significa que o depósito era muito novo. Então de fato é melhor resgatar o depósito mais novo.

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O fato do valor do depósito ser maior não aumenta o rendimento. Ter vários depósitos pequenos ou um grande depósito é exatamente a mesma coisa.

A diferença é que no depósito mais novo:

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Tudo tranquilo @lualmeida , e você tudo bem?

Na verdade não existe melhor forma, pois não há como eu cravar que a forma “x” é melhor que a forma “y”… Depende do ponto de vista… Muitas variáveis em jogo…

A minha dúvida inicial surgiu porque eu achava que a ordem de resgate era de acordo com a data de aplicação, apenas isso. No meu caso o depósito mais novo geraria um rendimento maior do que foi economizado em impostos como demonstrei. Com outras variáveis a diferença poderia ser maior ou menor, e muitas pessoas não se importam com esses detalhes. Outras se importam. Isso nao quer dizer que um está errado e o outro certo. Cada pessoa tem seu ponto de vista, seus objetivos, e o mínimo que se espera é respeito.

O “textão” acima foi provocado inicialmente pelo termo “aritmética básica”, que no contexto do tópico achei desnecessário, pra não dizer outra coisa.

Eu gosto de debater e conversar, e não de ver certos termos que possam sugerir algo desagradável sobre minha opinião ou sobre mim. Acho desnecessário.

Minha dúvida o @OttoS já tinha esclarecido. Apenas demonstrei que não há uma só forma de se analisar a forma de resgate que o Nubank optou por trabalhar, como foi dito. Não há certo ou errado. Sob um ponto de vista paguei centavos a menos de imposto, sob outro ponto de vista meus rendimentos futuros diminuiram.

@lucaskdy o fator tempo nos investimentos, especialmente na renda fixa, é determinante por causa dos juros compostos, não é irrelevante. É o tempo o fator que causa o crescimento exponencial do montante aplicado, é o efeito “bola de neve”.

Demonstrei que, de fato, era mais vantajoso o débito ter ocorrido no depósito mais antigo e de menor valor. Mesmo assim, respeito tua opinião. E como eu disse, é apenas uma opção do Nubank efetuar os resgates dos clientes dessa forma, a nós clientes cabe aceitar, é apenas um detalhe que muitos nem se importam.

Mas pelo que vejo no aplicativo, cada depósito tem seu cálculo de IOF e IR em separado, pois cada depósito tem uma data diferente de aplicação. E de qualquer forma, os rendimentos são proporcionais ao valor aplicado, no percentual bruto de 9,15% ao ano, referente a 100% do CDI.

Nunca ouvi falar de percentual de rendimento líquido mensal.

Você precisa considerar o valor bruto, pois o IR é descontado de forma regressiva no momento do resgate. E lembre-se que são juros compostos. Esse percentual não é válido.

Não é assim que se calcula taxas equivalentes. Você não pode dividir uma taxa por um período.

A taxa de juros é igual, 9,15%. O montante é o mesmo. Portanto, o rendimento é o mesmo.

rendimento = aplicação * (1 + taxa) ^ tempo

Um investimento de R$ 10.000,00 rende o mesmo que cinco investimentos de R$ 2.000,00. Basta aplicar a fórmula.

O depósito mais recente não vai render mais por ser um valor maior.

O valor do PIX precisa sair de algum dos investimentos. A chave aqui para fazer o melhor negócio é o valor do IOF/IR que será retido na fonte.

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Cálculos interessantes @Fernando_Figueired0!

Mas eu fiquei sem entender uma coisa: no curto prazo, debitar do depósito mais novo do jeito que o Nubank já faz gera uma incidência menor de impostos, certo?

Já no longo prazo, seus cálculos mostram que não. Beleza. Mas como o Nubank vai saber as suas intenções a longo prazo? Como eles terão certeza de que você não vai “raspar” a conta momentos após esse resgate?

Não é simplesmente melhor continuar fazendo da forma atual, onde a “perda menor” no momento já é garantida?

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@lucaskdy O propósito do cálculo foi calcular o retorno líquido do investimento inicial, e não qual o desconto de IR, como você mencionou, portanto o cálculo está correto. O valor de R$ 20,50 já está descontado o IR.

Novamente, o cálculo teve como objetivo demonstrar o retorno líquido de um valor específico num período específico. Na análise financeira há o cálculo do retorno de investimento. O retorno que eu calculei foi o líquido já descontado IR e com isenção de IOF, como citei, e não o bruto como você está deduzindo. Exemplo: se uma pessoa quer saber qual o percentual que determinado valor retornará de rendimento em 1 mês, este cálculo pode ser rendimento bruto ou líquido, o período também é calculável, pois há taxa fixa anual. Como há taxa fixa anual, é possível calcular as taxas mensais e diárias, que foi exatamente o que fiz. Acredito que você esteja confundindo cálculos brutos com cálculos líquidos. Neste sentido, cabe ressaltar que a CDI é variável a depender do período, mas de modo algum isso significa que não há possibilidade de se estimar o retorno do investimento de determinado valor em determinado período com determinada taxa. Foi isso que fiz.

Sim, a taxa é 9,15% a.a., acontece que a diferença é que são dois montantes distintos, já que cada depósito tem a variável tempo diferente um do outro e com a variável capital inicial também diferente um do outro. Se cada depósito é efetuado em tempos e valores diferentes não há como você afirmar que o rendimento é mesmo.

Não @lucaskdy , a fórmula é justamente o que comprova o que eu falei: na própria fórmula que você colocou aqui há duas variáveis importantíssimas: tempo e capital inicial. Se cada montante tem capitais iniciais distintos e tempos distintos, o rendimento também é distinto.

Exemplo:
1 único investimento de 10.000,00 em determinado dia tem um cálculo especifico único.
Por outro lado, com 5 investimentos de 2.000,00 feitos a cada 20 dias de diferença, cada depósito de 2.000,00 terá um cálculo distinto de IR e IOF. Nenhum dos 5 cálculos irá gerar o mesmo rendimento para cada 2.000,00, pois apesar dos 5 terem o mesmo valor inicial, eles se diferenciam na variável tempo.

Você confundiu as coisas aqui eu acho… ninguém disse que vai render mais, eu disse justamente o contrário: que o rendimento será menor, haja vista que o débito ocorreu exatamente no valor maior e mais recente. Não entendi o que você quis dizer.

Eu acho que escrevi tanta coisa com tantos números aqui que quem lê não entendeu o núcleo do que eu quis dizer.

Vou tentar exemplificar de uma forma diferente… vou tentar usar o cartão de crédito como analogia, pois a parte central de tudo que eu falei é custo de oportunidade.

Digamos que o resgate que foi feito para pagar o PIX, no valor de R$ 992,43 agora são gastos na fatura de um cartão qualquer, e que o rendimento referente ao pagamento da fatura é cashback, e que os impostos são a cobrança da mensalidade da anuidade do cartão, certo?

Digamos que nessa analogia, uma pessoa tenha 3 cartões para escolher em qual deles irá pagar esse valor de R$ 992,43.

No cartão 1, não há cobrança de anuidade, mas também não há cashback.
No cartão 2, é cobrado 1,22 de anuidade/mês, mas o cashback será de R$ 10,29.
No cartão 3, é cobrado 1,53 de anuidade/mês, mas o cashback será de R$ 14,49.

Em qual desses 3 cartões é mais vantajoso efetuar a compra no valor de R$ 992,43? Para mim, o mais vantajoso é o cartão 3, mas a resposta final é que depende. E depende de quê? Do ponto de vista de cada pessoa.

Isso quer dizer que quem escolhe o cartão 1 ou 2 está errado? Não, definitivamente não. Há pessoas que não suportam a ideia de pagar nada, mesmo que haja uma retribuição no futuro. Essa pessoa escolheria o cartão 1.

Por outro lado, há pessoas que não ligam de pagar certas taxas (impostos) desde que haja uma contrapartida disso, que nessa analogia com cartão é o cashback. Para essas pessoas o cartão 3 faz mais sentido.

(EDIT):
Caso não tenha ficado claro na analogia que fiz, o cartão 2 é equivalente a forma de resgate utilizada pelo Nubank. O que eu quis dizer foi que no cartão 3, mesmo que a anuidade/mês custe 31 centavos a mais, o cashback será maior do que o do cartão 2. A mesma linha de pensamento se aplica ao escolher entre debitar do deposito mais antigo ou do deposito que custe menos impostos.

Seu raciocínio faria algum sentido se os depósitos tivessem taxas diferentes.
Rentabilidade é percentual, como já frisou o @lucaskdy - o valor não importa. No caso você teria montante + 0,31 ou montante - 0,31. Não tem mistério, é uma conta simples.
Como já havia comentado, raramente o resgate sobre um aporte mais antigo será a opção mais vantajosa, e esse momento raro é quando você tem dois aportes em datas próximas e o primeiro atinge o prazo de redução da alíquota regressiva do IR.

Vale lembrar que, por um breve período, a NuConta adotou o padrão de resgate sempre sobre os aportes mais antigos. Esta foi, aliás, a razão de eu ter deixado de utilizar a conta do Nubank.

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Sim @endydealmeida , isso mesmo, do jeito que o Nubank faz, o sistema calcula qual depósito irá gerar o resgate que incidirá menos impostos para pagarmos, conforme o @OttoS esclareceu. Aprendi com ele. :sweat_smile:

O que estou tentando dizer é que nem sempre será mais vantajoso a todos os clientes que sejam debitados valores especificamente dos depósitos que gerem menos incidências de impostos. A linha de raciocínio é a mesma ao dizer que a depender de cada pessoa, nem sempre um cartão sem anuidade (ou anuidade mais barata) será a opção mais vantajosa, pois outros cartões, mesmo com anuidade, podem gerar cashback, que superam o valor cobrado. E cada pessoa tem um ponto de vista diferente sobre determinado assunto. As coisas não se resumem a cálculos, afinal.

Claro, eu concordo plenamente. Eu acho que talvez eu não soube me expressar da forma correta e alguns leitores do tópico podem ter achado que eu estava “cobrando mudanças” ao Nubank.

A verdade é que, conforme minhas primeiras postagens, eu abri este tópico apenas perguntando se com algum de vocês acontecia isso também, sobre o sistema não debitar nos depósitos mais antigos e sim debitar de outros depósitos. Que agora sei que é escolhido com base na incidência de imposto. Após isso perguntei se dentro do aplicativo haveria alguma forma de consultar em cada saque parcial do mesmo depósito qual o valor proporcional cobrado de IOF e IR.

A partir daí concordei que isso era bom no curto prazo, mas que isso me levantou dúvidas quanto ao longo prazo. Fiz meus cálculos e tenho certeza que mesmo pagando menos impostos, neste caso específico, e repito… neste meu caso específico, seria mais vantajoso se fosse debitado do depósito mais antigo. E volta a dizer, em momento nenhum fiz reclamações ou cobranças para que o Nubank mudasse essa forma de ocorrer os débitos. minhas postagens estão aí para comprovar.

O que me incomodou um pouco foi uma certa expressão desnecessária dentro de um comentário específico, mas deixa pra lá… já passou.

Mas vou te falar de onde surgiu a minha dúvida… sou cliente a mais de um ano do Nubank, acho o aplicativo ótimo, mas também estou utilizando o C6, majoritariamente pelo programa Átomos. Por isso estou mantendo minha reserva de emergência e entre Nubank e C6, 50% em cada conta. O que estou fazendo é o seguinte: conforme vou recebendo valores vou concentrando em uma das contas, e vou acompanhando o IOF de cada conta até atingir a isenção após 30 dias. Com a isenção de IOF eu começo a resgatar estes valores para ir pagando as contas.

Enquanto eu estava resgatando os valores da conta C6 eu notei que eu tinha a liberdade de selecionar cada aplicação que efetuei e debitar do depósito que eu quisesse. Foi justamente quando passei a fazer o mesmo no Nubank que notei essa diferença. No Nubank não há essa opção de selecionar de qual depósito específico o valor será debitado.

Todos os meus depósitos no C6 eu nunca paguei nada de IOF por causa disso. Eu tenho o controle de poder selecionar de qual depósito eu quero resgatar, e inclusive, quando entro em cada depósito me é informado quantos dias faltam exatamente para a isenção de IOF de cada depósito.

Mas não tem problema, graças ao @OttoS agora sei que essa prática é comum do sistema do Nubank a todos os clientes, e não só para mim. :smiley: Isso não significa que eu ache mais vantajoso dessa forma, é claro, pois debrucei, calculei, e me convenci de que não é mesmo. Mas cabe a mim aceitar que no Nubank é dessa forma, e pronto.

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Não, a taxa é realmente a mesma, concordo. O que acontece é que cada depósito tem valor diferente um do outro, e cada depósito tem tempos diferentes de aplicação. Por estes motivos, cada depósito gera montantes diferentes, pois possuem variáveis diferentes.

Sim, rentabilidade é percentual sim, concordo. E por este mesmo motivo que é possível de se aplicar esse percentual ao valor inicial aplicado. Se é utilizado o percentual de rentabilidade bruta aplicado ao valor inicial, obtém-se o valor em reais da rentabilidade bruta. Por outro lado, se é utilizado o percentual de rentabilidade já descontados os impostos, obtém-se o valor em reais da rentabilidade líquida. Tudo depende do período a ser analisado. No meu caso, eu utilizei o período de 1 mês, conforme citei.

0,31 é a diferença entre a incidência de imposto do depósito maior (que foi o resgate efetivamente debitado) e a incidência de imposto do depósito mais antigo (caso o sistema debitasse dessa forma). Absolutamente nada tem a ver com montante.

@LuckPass você tem a sua opinião e eu tenho a minha, e está tudo certo, não tem problema não. Após fazer estes cálculos e demonstrá-los aqui, eu me convenci de que realmente teria sido mais vantajoso ser debitado o resgate de um depósito mais antigo, e isso é no meu caso específico, com estes valores específicos, com os tempos de aplicação específicos. Essa diferença que eu levantei nos
cálculos, referente ao custo de oportunidade, ocorreu justamente pelo motivo de cada depósito possuir essa variáveis diferentes, mas principalmente porque o depósito mais novo é o de valor maior (aproximadamente o triplo). Já tirei todas as minhas dúvidas sobre esse assunto e tenho convicção.

Aceito o sistema do jeito que é, mas isso não significa que eu ache mais vantajoso assim, eu apenas aceito.

Vale lembrar que, por alguns anos, o Nubank apresentou prejuízos recorrentes, e que para se sustentar no mercado qualquer empresa precisa gerar receita ou diminuir despesas, ao mesmo tempo que oferece produtos e serviços de mais qualidade e/ou mais baratos. Vale ressaltar que a adoção de outro padrão de resgate por parte do Nubank, provavelmente é uma estratégia de negócios adotada pela empresa, e que ao cliente cabe aceitar, pois é isso que fiz, aceitei. Não estou cobrando quaisquer mudanças, de uma forma ou de outra o Nubank também precisa gerar lucro, e esse padrão de resgate não me afeta. Mas isso não quer dizer que eu ache melhor, apenas acho diferente. De forma nenhuma determinado padrão x ou y de resgate seria suficiente para que eu escolhesse deixar ou continuar utilizando uma instituição financeira.

E até hoje não sabia que era assim.