PIX Assalto

Em relação a assaltos com exigência de pix para a vítima. Por que não criar uma senha de Pânico? Seria assim: O pix é enviado normalmente (isso para se evitar golpes em transações legítimas). O criminoso recebe o Pix normalmente, mas o usuário automaticamente autoriza o Nubank a fazer uma comunicação de crime, com total responsabilidade do cliente, isso tudo não afastando a necessidade de B.O.

Assim com o horário do B.O + a senha de Pânico, o criminoso é facilmente identificado pela polícia pelos dados do Pix.

Dessa forma (1) o usuário assume a responsabilidade de comunicar um crime, (2) não pode digitar a senha de pânico para fraudar transações legítimas, (3) Pode cancelar o “alarme” em caso de se confundir com as senhas, já que não houve B.O policial.

Com esse passos, juridicamente, o usuário adquiri prova material para denunciar o criminoso.

Obviamente não abordei todos os pontos, estou apenas jogando a ideia na mesa de discussão, tudo porque do jeito que o pix funciona, como eu, enquanto usuário, vou provar que fiz um pix mediante violência? Não fica tudo subjetivo aos olhos da lei?

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Com o BO

Não precisa de uma senha especial pra isso, com o BO, a polícia já faz os trâmites junto com as instituições financeiras pra indentificar o dono da conta q recebeu o pix.
Só quem envia que não vê as informações na tela do app, o banco tem tudo isso armazenado no banco de dados deles

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Mas tecnicamente e juridicamente, é uma relação horizontal, ou seja a palavra do bandido contra a sua. O criminoso pode mentir que lhe prestou um serviço e você não quis pagar, por exemplo. Não existe uma prova material. O B.O é apenas uma queixa sua.

Pra isso, a polícia pelo menos deveria investigar, e seja mais fácil de se conseguir provas materiais do q nos casos de golpes (q as vezes as pessoas nem sabem q sofreram)

Exemplo, já fui testemunha de saidinha de banco há alguns anos atrás, 2 bandidos entraram no ônibus atrás de um casal q tinham sacado dinheiro do caixa eletrônico. Foram direto no casal, não assaltaram mais ninguém, teve uma pequena briga pq o cara não queria dar o dinheiro, mas no final a mulher convenceu ele, e os bandidos fugiram depois. Ali existiam várias testemunhas do acontecido que constavam no BO

Já outro caso, tbm comigo, descobri esse ano q usaram meu CPF pra criar um cartão de crédito no banco do Brasil e estouraram o limite do cartão e não pagaram, adivinha? Meu nome foi pro SPC, e agora como q eu provo q não fui eu q pedi esse cartão?
Me estressei durante meses com o atendimento do BB pra eles me informarem pra onde foi enviado esse cartão, e depois q me disseram, abri o BO com todas as informações (foi enviado pra Fortaleza, sendo q sou do RJ)

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Vale lembrar que o PIX é um serviço do Banco Central,

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Nesse caso caberia ao suposto criminoso provar a existência da prestação do serviço, o que é bem mais difícil.

Sem falar que o exemplo não me fez muito sentido, o criminoso agiria mediante violência e quando a polícia o abordasse ele justificaria seus atos informando falsamente a prestação de um serviço? Ainda que a situação pudesse ser real, ninguém pode cobrar outrem mediante violência, pois isso seria um outro crime, exercício arbitrário das próprias razões.

Além do mais, o que leva o usuário a ter certeza de que o bandido não vai conhecer desse mecanismo? Caso viesse a ser implementada, precisaria haver divulgação da mesma, ou os usuários não iriam utilizá-la. E os mesmos meios de comunicação que nós temos, eles também tem. A informação que nós temos acesso, eles também tem.

Pessoalmente, penso que a melhor forma de se proteger dessas situações é dividir seu patrimônio em mais de uma instituição, se possível mantendo uma parte em investimentos que não possam ser resgatados de imediato.

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Gostei da discussão. E não sei se o meu comentário estaria de acordo, mas ao ler só fiquei pensando nessa ideia, podendo ser igual ou diferente. Me avisem para que eu corrijo.

Diante dos comentários, a vittoria é advogada, então perita nesse assunto.

Então, e se invés de ser uma senha de pânico única, ser uma senha do usuário:

Ex: A senha XXXX é das transações normais. Mas, então ele registra uma segunda senha, seria a senha de pânico (segunda senha) YYYY, no desespero, a pessoa colocar a segunda senha. Assim, acionando a polícia ou interrompendo a transação, alegando instabilidade do sistema ou alguma forma de não deixar a pessoa encurralada ou em perigo.

1° situação - Seria durante a abordagem, ela colocar a senha secundária YYYY, no ato interromper a transferência. Mas, se ela estiver nervosa e colocar a primeira senha XXXX ok (pode fazer o B.O ou acionar alguma parte no nubank), indo para a 2° situação.

2° situação - Depois do roubo, ela ir nas transferências e para confirmar, ela colocar YYYY, já acionando o nubank e o banco central interligados e instanteneo sem precisar de provas, assim bloqueando a conta do cidadão destinado. Após isso, precisará ser comprovado que foi realmente de fato um roubo, caso não, terá multas a serem pagas a conta lesada.