Jornada da Renda Variável: Opções e Mercado Futuro

2022-08-04T14:00:00Z
Olá Nu Community,

O assunto desta semana na Jornada da Renda Variável é sobre Derivativos: opções e mercado futuro, vamos detalhar para vocês o que são esses derivativos e como se comportam essas duas opções, mais arrojadas, de investimentos.

Agora, se você não acompanhou nossa jornada desde o início, é só acessar o conteúdo através dos links abaixo:

  1. O início
  2. Os tipos de ações e BDRs
  3. O que são dividendos?
  4. Fundos Imobiliários e ETFs
  5. Tipos de ordens
  6. Inplits, splits, direitos de subscrição e bonificações
  7. Opções e mercado futuro
  8. Análise técnica e fundamentalista. (em breve)

Os derivativos são um tipo de contrato financeiro entre duas partes com data de vencimento futura e recebem esse nome porque o preço estipulado é derivado de um ativo negociado no mercado à vista, ou seja, podem ser derivados de ações, commodities ou até mesmo de moedas.

Os derivativos de ações podem ser da Petrobras, da Vale, da Ambev, do Grupo Pão de Açúcar, ou seja, da grande maioria das ações negociadas na nossa bolsa de valores (B3) que têm liquidez (muitos negócios).

Já os derivativos de commodities podem ser de milho, soja, café, algodão, petróleo, minério de ferro, ouro, papel e celulose, etc. Nem todos estes derivativos estão disponíveis para serem negociados na B3, mas em alguma bolsa mundo afora eles são negociados e influenciam o preço aqui no Brasil.

Vamos usar como exemplo o petróleo: o que é utilizado como referência para os preços praticados pela Petrobras é negociado em Londres, na Inglaterra, ou seja, mesmo não sendo negociado aqui no Brasil, ele influencia diretamente os preços dos combustíveis que utilizamos no nosso dia-a-dia.

Outro tipo de derivativos que existem são os de moedas, como do Dólar, Euro, Libra Esterlina, Iene, Peso Mexicano, a lista completa está disponível no site da B3. Estes derivativos sempre comparam a nossa moeda, Real, contra essas outras moedas. Por exemplo, se o real se valoriza o dólar cai, e o contrário também é verdade.

Agora vamos explicar os dois principais tipos de derivativos negociados na bolsa de valores:

  • Contratos futuros: os contratos futuros têm data de vencimento que variam de acordo com com o ativo que está negociado, podendo ser mensal, bimestral, etc.

Quem compra/vende um contrato futuro não faz essa operação com o ativo ou produto na sua forma física, ou seja, quem compra um contrato de dólar, não recebe a moeda no encerramento do contrato, mas sim a diferença financeira entre a compra e a venda, que pode ser positiva ou negativa.

Os contratos futuros mais negociados na B3 são os de índice e dólar. O índice é derivado do principal índice da B3, que é o Bovespa, muito comentado nos meios de comunicação e o dólar é derivado da moeda estrangeira.

  • Opções: com as opções o investidor assume o compromisso de comprar um determinado ativo em uma data futura a um preço fixo. Vou dar um exemplo de uma das possibilidades, dentre as inúmeras que existem, de comprar uma ação em uma data futura através de opções: uma pessoa quer comprar ações da Petrobras daqui a dois meses por R$30, então ela seleciona a data de vencimento e o valor de R$30.

Parece simples, mas é bem ao contrário, envolve muito estudo e projeção de preços, pois se as ações da Petrobras estiverem valendo R$25 daqui a dois meses, esta pessoa já está com R$ 5 no negativo, agora se essa pessoa fez a mesma operação e ação estiver R$ 35 em dois meses, ela estará ganhando R$ 5.

A data de vencimento é padronizada pela B3, dada mensalmente sempre na terceira sexta-feira, mas o investidor pode escolher o vencimento, não necessariamente precisa ser a data mais próxima.

Esse tipo de investimento em renda variável deve combinar muito bem com seu perfil e objetivos, pois o mercado de derivativos é extremamente volátil e muito mais desafiador que o mercado à vista, pois tem data futura de vencimento, o que não acontece neste outro onde a pessoa pode comprar uma ação e deixar de herança para os netos, por exemplo, mas com a premissa de que esta empresa continue listada na B3 por todo esse tempo. E se você não entendeu algum termo ou ficou com alguma dúvida, deixe nos comentários que responderemos com o maior prazer.

A Jornada da Renda Variável é a segunda parte da série de posts sobre investimento. A primeira parte, sobre renda fixa, está disponível nos links abaixo:

  1. Renda Fixa
  2. Jornada da Renda Fixa: RF 101
  3. Jornada da Renda Fixa: principais opções e dicas p/ reserva
  4. Jornada da Renda Fixa: CRI/CRA/Debêntures e isenção de IR
  5. Jornada da Renda Fixa: inflação e juros. Como nos afetam?

Não perca a próxima publicação, pois será a última da nossa Jornada de Renda Variável.

Um abraço e até semana que vem!

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Ótima explicação @angela.tosatto !

Quando vou explicar sobre Opções para amigos, gosto muito de comparar ao Seguro de Carro.

Estamos fortemente comprados em uma ação, porém a queda forte dela pode derrubar muito nosso investimento, podemos comprar opções do tipo PUT dela para em uma forte queda, ganharmos do outro lado, assim como um carro que possuímos, se houver uma batida ou roubo não perdemos o patrimônio devido ao seguro cobrir, e claro o seguro requer um gasto para se proteger, assim como as opções quando não ocorre a eventual queda do ativo.

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Conteudo muito top, parabéns!!! Tem muito MBA que não tem essa riqueza de detalhes

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Perfeita explicação, estarei acompanhando as próxima publicações. :clap:t5: :fire: :heart_eyes:

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