Jornada da Renda Variável: fundos imobiliários e ETFs

2022-07-14T14:00:00Z

Fala Nu Community,

Marcando presença mais uma vez aqui na NuCommunity para falarmos sobre produtos de renda variável, e o assunto dessa semana na Jornada da Renda Variável vai ser sobre Fundos Imobiliários e ETFs, o que são, quais as principais características de um e outro, também falaremos onde são negociados.

Agora, se você não acompanhou nossa jornada desde o início, é só acessar através dos links abaixo:

  1. O início
  2. Os tipos de ações e BDRs
  3. O que são dividendos?
  4. Fundos Imobiliários e ETFs
  5. Tipos de ordens (em breve)
  6. Inplits, splits, direitos de subscrição e bonificações (em breve)
  7. Opções e mercado futuro (em breve)
  8. Análise técnica e fundamentalista. (em breve)

Vamos começar com os Fundos Imobiliários, os famosos FIIs, são fundos de investimentos voltados para o mercado imobiliário e divididos conforme seu segmento de atuação:

  1. Tijolo: investem em imóveis físicos, como shopping, lajes corporativas, escritórios, hospitais, agências bancárias, etc. São os fundos que recebem aluguel desses imóveis

  2. Papéis ou recebíveis: investem em títulos ligados ao mercado imobiliário, ao invés de comprarem o imóvel físico. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários (FoFs), certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC).

  3. Fundos híbridos: possuem em seu portfólio, tanto papéis do segmento imobiliário quanto investimentos em imóveis diretamente.

Esses fundos são divididos em cotas, ou pedacinhos, e cada investidor decide quantas cotas comprar de acordo com sua realidade financeira. Essas cotas são negociadas em bolsa de valores (B3) e portanto, podem ser compradas a qualquer momento durante o pregão, como funciona com as ações de empresas listadas.

Os FIIs são famosos pela distribuição de dividendos, e esse rendimento vem de parte do lucro obtido através de seus investimentos. Os dividendos são distribuídos entre seus cotistas na proporção da quantidade de cotas que cada cotista possui.

Os dividendos podem ser isentos de Imposto de Renda (IR), se o cotista tiver menos de 10% das cotas do fundo e se o fundo tiver no mínimo 50 cotistas. Agora se nesse período suas cotas valorizarem e o cotista resolver vender, o IR é de 20% no ganho de capital, ou seja, no lucro obtido através da venda das cotas.

Vamos para o nosso assunto número 2 do dia, vamos falar de ETF, letrinhas que significam Exchange Traded Fund. Os ETFs também são fundos de investimentos, mas ao invés deles escolherem o que colocar no fundo, eles replicam algum índice de mercado, como o Índice Bovespa (Ibov) por exemplo, o mais conhecido da nossa bolsa. Então, para você não precisar comprar as mais de 90 ações que compõem o Ibov atualmente, você pode comprar um ETF que vai dar na mesma.

Existem muitos outros como os ETFs que seguem o índice IFIX de fundos imobiliários, que seguem o índice S&P 500 dos EUA, e até mesmo ETFs de renda fixa que seguem o índice IMA-B. São tantas as opções que é melhor vocês conferirem, tanto os de renda fixa como os de renda variável, diretamente no site da B3.

Em outras palavras, ao investir em um ETF, você compra uma cesta de ativos gastando muito menos do que se comprasse eles separadamente ao mesmo tempo em que diversifica sua carteira e não precisa fazer a gestão ativa avaliando ação por ação. O ETF que você escolher vai apresentar uma rentabilidade muito próxima desse índice que ele estiver replicando.

E para finalizar nosso tema de hoje, vamos falar um pouco das taxas dos FII e dos ETF. Sim, elas existem aqui também.

Por trás do funcionamento dos FIIs e ETFs existem grandes equipes de profissionais que cuidam da burocracia, fazem a gestão e disponibilizam informações essenciais aos investidores de forma pública. Por isso é cobrada a taxa de administração, pois é uma forma de manter o negócio funcionando e remunerar os gestores.

Importante destacar que cada FII ou ETF define suas próprias taxas, então elas não vão seguir uma única regra, mas precisam estar disponíveis para os investidores no site de cada gestora de maneira pública.

E assim chegamos no fim de mais um conteúdo sobre renda variável. Gostaram do conteúdo?

A Jornada da Renda Variável é a segunda parte da série de posts sobre investimento. A primeira parte, sobre renda fixa, está disponível aqui em baixo:

  1. Renda Fixa
  2. Jornada da Renda Fixa: RF 101
  3. Jornada da Renda Fixa: principais opções e dicas p/ reserva
  4. Jornada da Renda Fixa: CRI/CRA/Debêntures e isenção de IR
  5. Jornada da Renda Fixa: inflação e juros. Como nos afetam?

E se você não entendeu alguns termos ou ficou com alguma dúvida, não se preocupe, ao longo das próximas semanas vamos detalhar tudo para vocês, por isso não percam as próximas publicações.

Um abraço e a gente se vê semana que vem!

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